Páginas

Mostrando postagens com marcador história do karate.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história do karate.. Mostrar todas as postagens

MOKUSŌ (黙想), entenda um pouco mais.

MOKUSŌ



Para iniciar, vamos fundamentar o nosso conhecimento ao ver o que significa, de fato, esta palavra:

- MOKU - "Silêncio, ficar em silêncio, parar de falar".
- SŌ - "Pensar, pensamento, conceito, meditar".

De forma bastante simples, pode-se traduzir Mokusō como "meditação silenciosa".

Existe a idéia bastante difundida no meio dos "entendidos da via" que o Mokusō é "Zazen", "Meditação Zen"... um erro. A meditação Zen tem a ver com a religião Budista Zen... Não com Karate.

O que os instrutores deveriam fazer de uma forma geral é mencionar que os "princípios" do Zazen, da "meditação sentada" são válidos para o Mokusō "meditação silenciosa".

Objetivos e valores do Karatê Tradicional

O objetivo do Karatê Tradicional é desenvolver mente e corpo em estado de equilíbrio, através da formação em técnicas de combate. O Karatê Tradicional também compartilha com o objetivo último do Budo, que é cultivar o grande caráter humano de classe superior que impede que qualquer ataque violento ocorra antes de uma luta real.

O Budo se origina na prática da luta física; porém, tem um efeito significativo no desenvolvimento espiritual e físico de um ser humano já que a filosofia e ética Budo são requisitos absolutos para o estudo de técnicas e aperfeiçoamento das habilidades. Elementos como etiqueta e maneiras não foram adaptadas a partir de elementos externos, nem são independentes do treinamento físico, mas existiam dentro do sistema desde a origem do Budo, e foram integrados para o aprimoramento técnico.

Hidetaka Nishiyama


Hidetaka Nishiyama (10 de outubro de 1928 - 7 de Novembro de 2008) era um mestre de Karate Tradicional, 10º Dan e presidente da International Traditional Karate Federation - ITKF.

Em 1943 começou a estudar com Gichin Funakoshi, pai do Karatê moderno e responsável pela escola Shotokan.

Em 1951, obtém o título de mestre em economia na universidade de Takushoku e torna-se um dos fundadores da Japan Karate Association (JKA), tendo sido convidado no ano seguinte a treinar as forças especiais Americanas do Strategic Air Command.

Em 1960 publica o livro Karate: The Art of Empty-Hand Fighting que se encontra presentemente na sua 70ª edição (2000 cópias do edição) sendo considerado um clássico e o livro de Karate mais vendido da história.

Em julho de 1961 muda-se definitivamente para os Estados Unidos da América e funda a All American Karate Federation (AAKF).

Em 3 de novembro de 2000, o imperador do Japão concedeu-lhe a Ordem do Tesouro Sagrado, numa cerimônia do palácio imperial, em Tóquio.


Continuava a ensinar Karate por todo o mundo, tendo o seu próprio dojo em Los Angeles, Califórnia. Era uma das mais respeitadas personalidades do mundo do Karate e continuava ainda hoje a sua luta pelo reconhecimento do Karatê Tradicional enquanto desporto olímpico.

Primeiras divulgações abertas do Karatê


Em 1902, durante a visita de Shintaro Ogawa, que era então inspetor escolar da prefeitura de Kagoshima, à escola de Funakoshi em Oquinaua, foi feita uma demonstração de te. Funakoshi impressionou bastante devido ao seu status de educador, ficando Ogawa tão entusiasmado que súbito escreveu um relatório ao Ministério da Educação elogiando as virtudes da arte. Foi então que o treinamento de caratê passou a ser oficialmente autorizado nas escolas.

Até então a arte marcial só era praticado atrás de portas fechadas, o que, no entanto não significava que fosse um "segredo", porém havia certos mestres que procuravam manter seu conhecimento velado e dentro principalmente de suas famílias e/ou dentro de um seleto e miúdo grupo.

Ou seja, posto que não fosse um segredo a existência do caratê, mestres existiam que relutavam em ensinar ao público em geral e outros que procuravam impedir que outros mestres o fizessem. Por outro lado, as casas eram tipicamente muito próximas umas das outras, e tudo que era feito numa casa era conhecido pelas casas adjacentes. Enquanto muitos autores pregam o caratê como sendo um segredo àquela época, não era exatamente isso o que se encontrava na prática. O caratê era "oficiosamente" secreto...

Contra os pedidos de muitos dos mestres mais antigo, que não eram a favor da divulgação da arte, Funakoshi, com o apoio de outros renomados mestres, como Kenwa Mabuni, Hironori Otsuka, Takeshi Shimoda, Choki Motobu e outros, levou a disciplina até o sistema público de ensino, mas principalmente com a ajuda de seu mestre Itosu. Logo, as crianças de Oquinaua estavam aprendendo os kata como parte das aulas de educação física. E, nesse meio-tempo, a redescoberta da herança étnica em Oquinaua entrou em voga, e as aulas de caratê passaram ser bastante apreciadas.

Alguns anos depois, o Almirante Rokuro Yashiro assistiu a uma demonstração de kata. Essa demonstração foi feita por Funakoshi junto com uma equipe composta por seus melhores alunos. Enquanto ele narrava, os outros executavam kata, quebravam telhas, e geralmente chegavam ao limite de seus pequenos corpos. Yashiro ficou tão impressionado que ordenou a seus homens que iniciassem o aprendizado na arte.

Funakoshi sempre enfatizava o desenvolvimento do caráter e a disciplina nas suas narrações durante essas demonstrações. Quando participava das exibições, gostava de executar o kata kanku dai, o maior de seu estilo, e talvez o mais representativo.

Em 1912, a Primeira Esquadra Imperial da Marinha ancorou na Baía de Chujo, sob o comando do Almirante Dewa, que selecionou doze homens da sua tripulação para estudarem caratê durante uma semana.


Foram graças a esses dois oficiais da Marinha que o caratê começou a ser comentado em Tóquio. Os japoneses que viam essas demonstrações levavam as estórias consigo quando voltavam ao Japão. Pela primeira vez na sua história, o Japão acharia algo na sua pequena possessão de Oquinaua além de praias bonitas e o ar puro.